Três tambores para iniciantes – 6 dicas e o passo a passo

6 dicas para iniciantes nos três tambores

 

Dicas dos três tambores para iniciantes que desejam começar corretamente e ainda não encontraram um plano de trabalho para melhorar sua equitação e sua noção de percurso.

Grandes conjuntos são formados por um cavaleiro que conhece e sabe como levar o melhor do seu cavalo. E de um cavalo capaz de trabalhar de forma consistente e equilibrada para ser mais rápido.

Pense nisso! E comece desde cedo a construir um caminho de parceria, entendimento e aprendizado com seu cavalo. A médio prazo você verá que o trabalho em dupla vai além de uma pessoa montada em um cavalo. Esforce-se para fazer a soma: um cavaleiro que conduz e um cavalo que sabe ir sozinho.

 

1 – Escolha seu cavalo:

Um cavalo que venha de uma linhagem de sucesso, provavelmente terá grandes qualidades como velocidade e agilidade. Ele deve ser saudável, com pernas fortes, bons cascos, ser flexível, atlético e posteriores fortes. Seu temperamento é muito importante. É sempre melhor comprar de quem conhecemos ou de pessoas de ótima reputação. Um exame de compra feito por um bom veterinário, também é importante para mostrar possíveis lesões que não podem ser vistas num exame clínico. O ideal é que ele seja jovem, porém adulto na faixa dos 5 anos para cima. Já firme, fácil de montar, porque um cavalo que ainda necessite de muitos comandos não é ideal para um iniciante.

E, claro, a empatia é importante. Mas saiba que você se apaixonará por ele seja alazão, tordilho, zaino ou azul!

 

2 – Equipamentos:

Caneleiras e cloches serão necessários para proteger seu cavalo durante o trabalho. Uma boa caneleira não só protege de eventual impacto entre as canelas como firma os tendões e ligamentos evitando lesões.

Freio ou bridão correto, que se adapte ao seu cavalo e às suas necessidades como cavaleiro.

Sela para tambor, com assento profundo, bom encaixe no seu cavalo, confortável para você e com uma armação de qualidade.

Manta de boa qualidade, confeccionada com material que proteja seu cavalo tanto de impacto, quanto de escoriações na pele.

 

3 – Sente-se corretamente na sela.

No início do aprendizado é comum projetar os ombros e tórax para a frente e os pés para trás. Esse reflexo de levar o corpo em direção ao pescoço do cavalo normalmente ocorre quando o cavaleiro se sente inseguro e acha que se o cavalo disparar ele estará mais seguro se agarrando à sela ou ao cavalo.

Na realidade essa posição tira todo o equilíbrio do cavaleiro, elimina o controle e ainda faz com que o cavalo queira correr adiante. Sente-se com o corpo reto e os pés abaixo dos quadris. Calcanhares sempre para baixo e queixo para cima. Firme a parte interna das coxas e relaxe seus ombros.

Com o tempo passará a ter controle sobre o cavalo e vai perceber que qualquer situação pode ser resolvida com a equitação.

Mantenha as duas mãos baixas e na mesma altura, com as rédeas no mesmo comprimento. Não use as rédeas como apoio para seu equilíbrio. Use seu corpo e seu centro de gravidade para ficar firme e encaixada em cima de seu cavalo.

Imagine quanto desconforto podemos causar nas bocas de nossos cavalos quando acionamento muito as rédeas e por muito tempo.

 

4 – Exercícios regulares:

Um cavalo fisicamente bem preparado está menos predisposto a lesões e a problemas de saúde. Dar fôlego e resistência só farão bem ao sistema respiratório e cardíaco. Dar força aos músculos fará com que tenha maior sustentação e force menos tendões, ligamentos e articulações.

Pense nele como um atleta; como você agiria se fosse você correndo? Não faça como os jogadores de futebol de final de semana; eles passam a semana sentados, resolvem ser Neymar no sábado e estão constantemente se machucando.

 

Sempre: trote alongado, em solo bem regular, deve ser feito para que seu cavalo venha a ter grande capacidade pulmonar. Se não puder fazer muita coisa em algum dia, apenas trote. Se for aquecer, trote. Mas atenção ao terreno, que precisa ser regular e macio, sem ser pesado demais.

 

O trabalho de condicionamento físico deve ser feito por três dias da semana:

– Ande a passo mais ligeiro por 15 minutos. Isso vai ajudar a dar maior resistência.

-Trabalhe seu cavalo a trote por 10 minutos de cada lado. Divida esse tempo igualmente entre trote normal e trole alongado.

– Galope em círculo por 5 minutos de cada lado. Mãos baixas e somente a ponta do focinho dele indicando para o lado de dentro.

– Galope no percurso do “8” e por 5 minutos para que ele fique mais preciso durantes as corridas. Atenção para as trocas de mãos na interseção do 8.

-Caminhe relaxado a passo por 5 minutos para que a respiração dele volte ao normal.

– Se seu cavalo estiver fora de forma, comece aos poucos, sem galopar e aumente gradualmente. Primeiro passo e trotinho. Depois que estiver melhor, passe a trotar mais forte. Ficou bem? Acrescente o galope. Somente depois que estiver com folego você acrescentará o galope no “8”.

 

Atenção: a dose de tempo de trabalho precisa respeitar a temperatura do ambiente. Em um dia quente, evite trabalhar sob o sol nos horários mais quentes. Prefira a parte da manhã e do final do dia e reduza o tempo de trabalho. E ofereça muita água após o exercício; água a vontade.

 

5 – Vá com calma para os tambores:

Não olhe direto para o tambor e sim para a área ao redor dele. Esta é a área por onde você e seu cavalo irão passar. O alvo de vocês sempre será o contorno deles e nunca os tambores em si. Eles são apenas pontos de referência. Já notou como seu carro vai para onde você olha? Se olhar para o meio do tambor, vai acerta-lo em cheio!

Para reduzir antes do giro, sente-se fundo na sela e diga “wow”. Somente depois disso você deve puxar as rédeas. E não puxe as rédeas com força ou dando tranco, faça um movimento contínuo e suave. Lembre-se de que a parte mais sensível do seu cavalo é a boca.

No início e durante o giro segure no pito da sela com a mão de fora e com a de dentro puxe um pouco a rédea, apenas o suficiente para que você veja um pouco do olho de seu cavalo, trazendo-a em direção ao cós da sua calça e mantenha-a na mesma posição durante todo o giro.

Se seu cavalo encostar ou chegar perto demais do tambor, pressione a perna de dentro para que ele saia da pressão e se afaste do tambor. Apenas o suficiente para que ele volte para o local do percurso correto. Para ver onde você deve reduzir, girar e sair do tambor, vejas as dicas do Ty Michell para todos os três tambores.

Na saída do tambor faça com que saia com força, empurrando o corpo com os posteriores. De que forma? Apenas sugira isso a ele, adiantando as mãos um pouco para frente e aliviando seu peso do assento da sela. Mas sem sair correndo, é para ser uma saída controlada, apenas mais forte que o giro e mantendo suas mãos baixas e seu cavalo totalmente reto. Ele precisa saber que saindo dos giros deve correr numa reta até o tambor seguinte.

Quando chegar ao tambor seguinte, repita o procedimento anterior de redução e giro.

 

6 – A linha de chegada:

Saindo do terceiro tambor, posicione-se adiantando-se na sela indicando que seu cavalo deve seguir com força e velocidade para a chegada. Sempre com as mãos baixas, perto do cavalo, e rédeas iguais de ambos os lados.

Olhe para a frente, para a chegada, com o queixo para cima. E preste atenção para não reduzir seu cavalo antes da linha de chegada.

 

Dicas importantes:

Sempre que puder faça você mesmo o trabalho de condicionamento, pois é o momento para se “achar” em cima de seu cavalo e se familiarizar com as peculiaridades dele.

Quando já estiver passando no percurso a galope ou galope mais forte, você pode mandar beijos para ele nas saídas dos tambores para que aprenda que é hora de velocidade.

Após cada treino e prova dê água à vontade para seu cavalo e cheque se está tudo bem, se não houve nenhum tipo de lesão. Muitas vezes os cavalos batem com os pés na parte de trás das mãos e se ferem.

Dê um bom banho para refresca-lo e para baixar a temperatura corporal.

Sempre seque bem as canelas e quartelas de seu cavalo antes de coloca-lo na baia, pois isso evita que tenha frieiras nas quartelas e fungos nas canelas.

A colocação e o tipo de ferradura são pontos cruciais para a saúde de seu cavalo. Trabalhe sempre com profissionais bem indicados e aprenda um pouco sobre os cascos para que não venha a ter problemas sérios.

[divider style=”7″]

Três tambores é um dos esportes equestres mais democráticos e mais amados.

Mas ele pode ser mais do que um passa tempo, um mero hobby. Você pode escolher crescer dentro do esporte e se destacar nas pistas. Não importa se sonha com um Grand Prix ou com o Rodeio de Colorado, o que interessa é chegar lá!

Então, comece certo, comece bem, tenha uma boa base e conhecimentos sobre o tambor para que possa subir os seus degraus em direção ao seu objetivo.

Se ainda não chegou nem perto do seu objetivo, saiba que existem formas de encurtar caminhos para chegar lá.

tres-tambores-coaching

Leave a Reply