Três Tambores – o percurso ideal

Construa um percurso poderoso!

 

Esta foi a Aula 3 enviada para os assinantes.

O percurso do tambor não se limita a largar, contornar os tambores e pegar a reta final. É mais que isso, bem mais. O detalhamento nos três tambores é que faz o percurso ideal; as diferentes ações que os cavalos precisam executar é que formam um cavalo que sabe como trabalhar no percurso.

 

1 – Ensine o percurso para o seu cavalo

 

Para ensinar realmente o percurso não basta passar pelos tambores sem prestar atenção a cada detalhe.

É preciso que seu cavalo entenda cada ponto importante.

Você deve observar o posicionamento do corpo dele para conseguir equilíbrio e força nos giros.

A base é que determina a qualidade dos movimentos em cada parte do percurso e a dirigibilidade do seu cavalo. Por isso, o que você viu na Aula 2 precisa ser aplicado antes de exigir que seu cavalo trabalhe bem nos tambores.

 

Antes de começar

 

A largada é o local onde a adrenalina começa a ser liberada, porque seu cavalo, assim como você, também sabe que irá correr. Portanto, nada de correções e trabalho extenuante nesse local!

Comece ensinando sem velocidade, para que ele grave cada detalhe e para que você possa manter a qualidade dos movimentos.

Sempre cheque a base antes de iniciar seu treino.

Mantenha seu cavalo em forma, porque sem potência muscular ele não fará a força necessária para ter giros potentes e fluídos.

A alimentação correta e dosada de acordo com o nível de desgaste e exigência no trabalho é fundamental. Sem isso seu cavalo irá consumir massa muscular por falta de energia pronta e outros nutrientes necessários para atletas de velocidade e força.

 

Três tambores – o percurso ideal
Ensinando passo a passo

 

  • Uma boa largada determinará uma boa entrada no 1º.tambor, então olhe para onde precisa ir e siga em direção a esse ponto com seu cavalo reto, alinhado.
  • O ponto de entrada do 1º.tambor fica a 3m dele em uma linha em direção ao 2º.tambor. Até esse ponto seu cavalo deve seguir alinhado e somente ali você irá parar, marcando o ponto de redução.
  • Vire o tambor colocando a ponta do focinho do seu cavalo para dentro. Observe o posicionamento dele, que deve estar reunido.
  • Vire parando a sua mão de dentro e ele deve seguir efetuando o giro sem cair para dentro ou para fora do círculo. Caso o faça, coloque a sua perna para trazê-lo de volta à posição correta, dê mais uma volta ao redor do tambor.
  • Saia perto do tambor e alinhado para a entrada do 2º.tambor.

 

  • Se o seu cavalo insistir em cair para dentro ou sair fora do círculo, se ele não consegue se manter dentro dele, há falhas na sua base ou ele ainda é dependente das suas ações na rédea para se movimentar.
  • Um cavalo consistente, que corre bem em todas as passadas, não deve depender tanto de você.
  • Tanto no caso da falha na base quanto na dependência das rédeas, você precisa acertar seu trabalho de base antes de exigir que ele faça um pequeno e correto círculo ao redor do tambor. Fique atento, porque provavelmente esse problema esteja ocorrendo nos exercícios também.

 

Atenção aos detalhes!

Entrar no tambor perto demais fará com que seu cavalo abra o giro. Ele precisa de espaço para virar. Mais vale um giro fluido e rápido do que um lento.

A entrada a 3m é uma referência comum a maioria dos cavalos, mas você poderá ajustar de acordo com o tamanho e as característica do seu.

Vire sempre na mesma velocidade em que largou, no caso de um cavalo maduro. Se o seu cavalo ainda está verde, vire em uma velocidade menor. Isso evitará que seu cavalo se torne ansioso e comece a ‘se atirar’ para cima do tambor.

Treine com consistência, didaticamente.

 

A caminho do 2o. tambor

Saia do 1º.tambor olhando para o ponto de entrada do 2º.tambor, que fica a 2m dele.

Leve seu cavalo alinhado até lá e pare’ quando a sua perna estiver ao lado do tambor. Esse é o ponto para que a paleta do seu cavalo tenha passado pelo tambor. Quando um cavalo vira antes disso, derruba o tambor ou abre na saída.

Coloque o focinho dele para dentro e vire reunido, bem posicionado.

Aqui também vale a regra de virar solto e fluido, sem cair para dentro ou escapar para fora.

Termine o giro, porque sair antes da hora fará uma ‘barriga’ no seu caminho em direção ao 3º.tambor e você entrará mal nele.

A saída do 2º.tambor está no ponto exato em que seu cavalo tem o corpo todo reto direcionado para a entrada do 3º.tambor.

 

O 3o. tambor

Saia do 2º.tambor olhando para a entrada do 3º.tambor, que está a 2m dele.

Siga alinhado até esse ponto e pare quando a sua perna chegar ao lado do tambor.

Efetue o giro corretamente e saia alinhado para a chegada.

É importante marcar as ações que ocorrerão na sua prova, por isso os giros durante o treino devem ser mais lentos do que as retas. E as saídas devem ser mais rápidas do que os giros.

Faça seu cavalo sair com força dos tambores. Assim que alinhar, empurre para acelerar.

Se o seu cavalo não troca de mão entre o 1º e o 2º tambor, faça reduzir ou parar e troque de mão.

 

2 – Coloque solidez e segurança dentro do percurso do tambor

 

  1. Um cavalo que corre firme, forte, com giros rápidos e fluidos é um cavalo que trabalha com foco, sem perder a cabeça. A liberação de adrenalina sempre acontecerá e cabe a você manter seu cavalo sério e focado.
  2. Um cavaleiro nervoso, irritado, impaciente e que acredita que correção e punição são a mesma coisa, não terá um cavalo sólido e seguro. A solidez só existirá para cavalos que se sintam seguros.
  3. A velha fórmula de acionar freneticamente a boca do cavalo para matar a velocidade abruptamente antes dos giros, não permitirá que seu cavalo se torne confiante para efetuar apenas uma pequena redução e entrar nos giros com velocidade e força. E somente virando com força ele será capaz de sair com mais força ainda.

 

Para que um cavalo possa virar sem reduzir tanto a velocidade, ele terá que fazer muita força nos músculos do engajamento (parte inferior do pescoço e do tórax na região onde está a barrigueira). E para isso terá que esticar e baixar seu pescoço. Então, treinar seu cavalo nos giros com as rédeas presas e a cabeça recolhida e erguida não permitirá que ele vire com força e velocidade.

Ter um cavalo que trabalha na sua mão, definitivamente não significa que ele trabalhe com você pendurado na embocadura. Um cavalo está na mão quando age ao menor sinal do cavaleiro. Portanto, um cavalo que trabalhe com pressão constante das rédeas, não será rápido e fácil no momento em que você precisar acionar em velocidade.

Mantenha a sua mente tranquila e focada e seu cavalo será focado e calmo.

Não confunda tranquilidade com lentidão. Seu cavalo deve ser calmo, porém alerta.

 

Construir um conjunto sólido e eficiente pode parecer trabalhoso. Mas corrigir uma construção mal feita certamente será mais difícil e poderá ser uma tarefa frustrante.

 

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