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Três tambores: problemas e soluções com Martha Josey

Três tambores: problemas mais frequentes. Entenda o que pode estar acontecendo e aprenda a resolver.

Martha Josey foi uma das maiores competidoras americanas dos três tambores. Várias qualificações para o NFR e faz parte do Cowgirl Hall of Fame. Uma lenda dos três tambores com muita história para contar e muitas dicas para oferecer.

 

Problemas mais comuns. Como corrigi-los?

 

Uma característica do vencedor é ser capaz de aprender consigo mesmo. Como um vencedor dos três tambores, você deve ser capaz de dar um passo atrás e fazer uma análise do que está acontecendo quando as coisas não estão indo muito bem. Avaliar suas passadas necessita de prática, mas é extremamente importante. Uma análise cuidadosa de cada detalhe pode ajudá-lo a vencer.

Não supervalorize seus erros, mas quando as coisas não vão bem numa competição você precisa descobrir porque e como evitar que a mesma coisa aconteça novamente. Mesmo que você já esteja ganhando, ter consciência de tudo o que se passou na prova pode ajudá-lo a corrigir pequenas inconsistências que poderiam se transformar em grandes problemas mais tarde.

Vamos discutir alguns dos problemas mais comuns nos três tambores, um de cada vez, mas vamos falar primeiro do maior erro. Esse grande problema é simples: O CAVALEIRO NÃO MONTA O CAVALO NA PROVA DA MESMA FORMA QUE MONTA EM CASA. Há muitas razões para isso. Às vezes, nós lutamos com nós mesmos. Ficamos nervosos e começamos a prestar atenção em todos ao nosso redor e não em nós mesmos. Isso é um erro.

Lembre-se que o cavalo que você levou para a prova é o mesmo que você monta em casa! Você não vai transforma-lo ou melhora-lo nos últimos trinta minutos antes de correr. Mas VOCÊ PODE mudá-lo. Você pode transformá-lo em um animal nervoso e confuso que cometerá erros. Seja consistente. Monte da maneira que você monta em casa. E certifique-se de que você esteja montando corretamente em casa. Lembre-se, a perfeição vem da prática perfeita.

Para ter certeza de que você está montando corretamente em casa, vamos ver algumas das falhas mais comuns do cavaleiro e do cavalo.

 

Três Tambores:  problemas com o cavaleiro

1 – Preste atenção e avalie bem seu cavalo. Às vezes ficamos tão empolgados em dar uma passada com velocidade que não avaliamos o cavalo. O cavalo tem de estar em posição e “recolhido” para fazer giro rápido e justo.

Em outras palavras, você pode perder muito mais tempo indo para o tambor rápido demais e sem preparo para isso. Avalie seu cavalo para ajudá-lo a colocar o corpo em posição adequada para um giro rápido e justo. Quando você deixa de fazer isso acaba entrando no virador de forma errada e no ponto errado, não dando condições para seu cavalo. E ele acaba passando muito o tambor, virando longe. Planeje a sua tocada.

 

2 – Não basta o cavalo saber colocar seu corpo na posição para virar corretamente. Ele também precisa ter espaço suficiente entre ele e o tambor para que possa fazer a volta. Você precisa dar espaço suficiente, e varia de cavalo para cavalo, para que ele possa virar rapidamente. Se você entrar no tambor muito perto, vocês precisarão de espaço extra para fazer o giro. Provavelmente irão passar o tambor ou estufar na saída dele. Além de levar muito mais tempo, a saída será ruim e irá atrapalhar a entrada do tambor seguinte.

 

3 – Inclinando-se em uma volta. Sua posição na sela tem um efeito tremendo na corrida do seu cavalo. Se você está inclinando demais, não só ele tem que lidar com seu próprio peso como tem que compensar e equilibrar o seu também. Sente-se no meio do cavalo com o seu peso centrado para que você facilite o trabalha dele. Use a lei da física, mantendo o centro de gravidade a favor de vocês.

 

Atenção na sua posição!

 

4 – Corpo na posição errada. Errar para se sentar na sela na hora do giro e ficar para trás na saída do tambor. Se você não se sentar para a virada, seu cavalo pode trabalhar mal porque a sua posição do corpo está dizendo que ele deve continuar correndo! E quando você não se levanta na sela na saída do tambor, você pode deixa-lo lento ao invés de fazer com que saia rápido. Em um cavalo forte e corredor você será forçado para trás. Infelizmente, quando isso acontece, muitos cavaleiros puxam as rédeas reduzindo ou desalinhando o cavalo.

 

5 – Segurar com a rédea de fora durante o giro. Geralmente isso acontece quando o cavaleiro vem deixando que seu cavalo chegue muito perto do tambor. O cavaleiro puxa a cabeça do cavalo para fora para evitar bater no tambor. Mas acaba fazendo o efeito contrário, porque o cavalo cai com a paleta para dentro do tambor. Além disso, com a cabeça puxada para cima e para fora do traçado, ele não pode vê-lo.

 

Atenção às suas mãos!

6 – As mãos incorretas são outro problema grande. E esta categoria corre com punhos de aço e as mãos pesadas nunca funcionam para executar movimentos em um cavalo. É preciso saber o quanto seu cavalo precisa que você segure ou solte para que trabalhe, sem que isso atrapalhe seu percurso e sua velocidade.

 

7 – Equipamento errado. Rédeas que são tão compridas que o cavaleiro tem que puxar para trás até as suas orelhas para fazer contato com a boca do cavalo.  Estribos que estão mal ajustados,  o bridão que está pendurado muito baixo na boca do cavalo, uma fivela que está beliscando o cavalo. Todas estas coisas podem interferir quando o cavalo poderia fazer a sua melhor prova.

 

Sempre, sempre, verifique o equipamento quanto ao desgaste. A segurança deve ser uma grande preocupação. Substitua qualquer equipamento desgastado.

 

8 – Perder o ritmo do cavalo é outro problema. Às vezes, cavalos e cavaleiros simplesmente não estão “em sincronia” uns com os outros. Um cavaleiro pode estar indo em uma velocidade e o cavalo em outra.

 

9 – Os comandos inconsistentes podem fazer com que um cavalo não saiba quando ou como virar o tambor. Use o mesmo comando todas as vezes. Seja coerente e consistente para que suas dicas sejam bem claras para o seu cavalo.

 

10 – Não diminua a velocidade antes de chegar à linha de chegada. Certifique-se de que você cruzou a linha. Desacelerar muito cedo é um erro comum e custa preciosos centésimos de segundo.

 

Três tambores: problemas com o cavalo

 

1 – Passando do ponto no primeiro tambor. Este é um dos problemas mais comuns para os corredores de três tambores e é causado por uma série de coisas.

 

a) Se um cavalo entra muito justo no primeiro tambor, isso pode fazer com que ele tenha que passá-lo para fazer o giro. Para corrigir isso é preciso leva-lo para o ponto de entrada certo. Não basta deixá-lo correr na direção do tambor e deixa-lo virar de qualquer jeito. Alguns cavalos começam seus giros muito cedo, o cavalo começa a virar, perto demais, e tem que dar mais galões passando o tambor para terminar o giro. Novamente, conduzir o cavalo para a largada ou para o ponto de entrada do tambor. Então, deixe-o virar quando tiver espaço suficiente para seu giro.

 

b) Se um cavalo corre demais para o primeiro tambor e não se prepara para o giro ele vai passar o tambor. Você quer ir o mais rápido possível, ter o seu cavalo sob controle e prestar atenção ao percurso. Avalie seu cavalo e pense em como executar o melhor giro.

 

c) Quando você sai de um tambor sem estar alinhado com a entrada do tambor seguinte, seu cavalo precisa fazer uma manobra a mais para corrigir o percurso e entrar no ponto certo. Se este for o seu problema, volte um passo atrás e trabalhe devagar, sem colocar velocidade, para reforçar o aprendizado do traçado e alinhamento corretos.

 

d) Alguns cavaleiros não tem controle suficiente de seus cavalos para checa-los e fazer com que virem corretamente o tambor. Se este for o caso, você pode ajustar a gamarra para ter maior controle ou usar uma embocadura que dê mais controle.

 

Nervosismo: herança de atitudes erradas.

 

2 – Correndo para fora do primeiro tambor.

a) Às vezes colocam muita pressão sobre um cavalo. Ele acaba se rebelando e se recusando a virar ou começa a fugir do tambor. Quando o problema é esse, volte ao básico, dê um passo atrás. Demore um bom tempo no trabalho lento e fácil, sem pressão. Monte dentro da pista e apenas CAMINHE entre os tambores. Monte, vá para a pista, caminhe um pouco e saia.

Faça o que for preciso para reforçar ao seu cavalo que a pista e o percurso dos tambores não é ruim para ele.

 

b) Às vezes um cavalo pula fora no primeiro tambor porque as coisas simplesmente deram errado. Ele foi muito rápido para fazer o giro e entra em pânico ou ele só ficou confuso. Tente descobrir exatamente o que causou o problema e ajude-o a passar sem problemas.  3 – Virar muito aberto e longe do primeiro tambor é fácil de ser corrigido. Olhe para o ponto correto de entrada e mande seu cavalo alinhado até lá. 4 – Uma aproximação ruim do segundo tambor normalmente é causada por um primeiro tambor ruim. O cavalo sai aberto do primeiro tambor e acaba saindo longe do ponto de entrada do segundo. Certifique-se de olhar para o segundo tambor assim que você começa o giro do primeiro. Não importa onde você esteja, concentre-se no ponto de entrada do segundo tambor e leve o seu cavalo EM LINHA RETA até lá.

 

O ambiente pode atrapalhar. Mas ele vai se acostumar!

 

3 –“Cortar queijo” na entrada do segundo tambor é bastante comum. O cavalo corre em direção ao segundo tambor, onde existe uma cerca bem próxima. Além disso, existe a multidão ao redor da cerca e tudo isso pode levar seu cavalo a reduzir a velocidade, prestar atenção fora da pista e acabar mudando seu jeito de trabalhar. Ele acaba antecipando a entrada no giro.

Quando o cavalo cai de paleta no tambor use as duas mãos nas rédeas. Assim você poderá mante-lo mais reto. Pegue a rédea de fora para que o corpo dele não saia para o lado e segure com a perna de fora  para que os posteriores também não saiam. Use a rédea de dentro para segurar sua paleta erguida mantendo seu corpo bem reto. Então, contorne o tambor sem puxar a cabeça de seu cavalo, mantendo-o bem reto com as paletas equilibradas. Quando seu cavalo cai de paleta você não pode segura-lo para fora puxando o seu focinho para o lado de fora. Isso só fará com que ele caia com a paleta ainda mais.

Lembre-se de como os olhos do cavalo funcionam (veja COMO SEU CAVALO ENXERGA). Se você puxar a cabeça para cima e para fora ele não poderá ver direito o tambor! Se o cavalo está se preparando par ao giro muito cedo, pratique trotando pelo percurso. Faça-o esperar pelo seu sinal antes de entrar no giro.

 

Entenda: o cavalo não quer ser do contra.

 

4 – Cavalos também pulam para fora ou se recusam a virar o segundo tambor. Eles chegam lá e bem na hora do giro tentam voltar para a fotocélula. Como no primeiro tambor, muitas vezes isso é causado por muita pressão ou porque ele ficou confuso. Também pode ser causado por trabalhar em uma pista pequena por muito tempo ou porque o cavaleiro se inclina. Às vezes, o cavaleiro se esquece de olhar para cima a partir do primeiro tambor e de controlar a posição do cavalo durante todo o percurso da prova.

Se o seu cavalo está se afastando do tambor, alinhe-o assim que sair do primeiro tambor e vá mais longe para o segundo. Certifique-se de que sua embocadura tem controle suficiente. Você pode tentar deixar as rédeas em sua mão direita até chegar ao lado do tambor. Certifique-se de não se inclinar. Outra coisa a fazer é galopar em direção ao tambor e seguir reto até quase dar na cerca. Em seguida vire para o outro lado e saia. Isso ajuda a tirar a ansiedade e adivinhação de entrar para a esquerda.

 

5 – O erro mais comum no terceiro tambor é deixar o cavalo sair do tambor muito longe. Se o seu cavalo tem este hábito vire o terceiro tambor e em seguida exagere os movimentos na saída usando sua rédea e perna de fora. Sempre faça com que termine o giro do tambor. Não importa se a passo, trote ou galope.

 

Olhe sempre para onde quer ir.

 

6 – Outro erro comum é ir para o terceiro tambor longe demais. Isso pode ser causado porque liberam o cavalo cedo demais na saída do segundo. Assim, ele não sai alinhado para a entrada do terceiro.Também pode ser a falta de controle do cavaleiro. Para este problema preste atenção na sua rédea de fora e leve-o corretamente para o ponto de entrada do terceiro tambor. Se necessário, coloque pressão na sua perna de fora para ajudar a mantê-lo reto. Lembre-se sempre de procurar pelo ponto do terceiro tambor quando ainda estiver virando o segundo!

 

7 – Alguns cavalos viram aberto ou correm passando o terceiro tambor. Novamente, o problema aqui é não prestar atenção suficiente ou só olhar para o tambor quando já está muito perto. Se a questão é com o cavalo, enfatize o giro. Trabalhe seus giros sem deixa-lo errar. Devagar e depois mais rápido.

 

8 – Não se esqueça de olhar para a linha de chegada. Certifique-se de que seu cavalo corra em linha reta para completar o percurso.

 

Você pode! Trabalhe com confiança.

 

“Quando você olha para uma lista com todas essas coisas que podem dar errado, pode parecer muito ruim. Mas não deixe que seja. Apenas esteja ciente destes problemas para que possa trabalhar e garantir a sua prova perfeita! Lembre-se de que todos nós continuamos aprendendo. E assim deve ser enquanto estivermos girando nos tambores. Eu quero que você faça o melhor que pode, que dê seu máximo.

Lembre-se, você é um vencedor! Pequenos medos podem, muitas vezes, fazer uma grande diferença em seu desempenho. No mínimo eles acabam te distraindo, tirando a concentração. E para algumas pessoas, eles se tornam grandes obstáculos. Por isso, foque na sua pista perfeita e não no medo de errar.”

Sei que não é nada fácil pensar em tudo isso e aplicar sem a ajuda de um método e o uso de um passo a passo. Se você não tem conseguido aplicar na ordem correta, clique na imagem e saiba como resolver isso.

 

 

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