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Três tambores – alta performance

Alta performance nos três tambores – como alguns chegam lá?

 

A sensação de vencer uma disputa é algo sublime. Vencer uma competição de três tambores leva a uma sensação ainda maior, de grandeza, de vitória compartilhada, porque envolve toda a paixão que temos pelos cavalos.

A cumplicidade entre cavalo e cavaleiro torna essa sensação grandiosa e ainda mais desejada.

Mas o que os grandes campeões carregam em sua bagagem, além de esforço, dedicação e técnica?

O acervo técnico, a regularidade do trabalho, a compreensão sobre os cavalos e a determinação fazem parte do arsenal necessário para se tornar um vencedor nas pistas. Porém, existe algo mais, que torna possível utilizar todo o nosso potencial nos tambores.

 

Você é um atleta. Seja realmente um.

 

Durante muito tempo o atleta dos três tambores era somente o cavalo. Hoje os grandes competidores sabem que a sua ação pode ampliar os limites de um cavalo ou reduzir suas chances drasticamente.

Sabemos que não basta sentar e ser um simples passageiro da mesma forma que não podemos ter uma ação pobre e equivocada sobre os cavalos. Ainda que monte um cavalo firme e consistente, um cavaleiro pouco “habilitado” nunca irá tirar seu máximo. Um corpo mal posicionado, mãos pouco hábeis e a inexistência de foco sempre serão um fardo pesado demais até para um grande cavalo provido de um grande treinamento.

Desconhecer o que as nossas ações geram de reação (positiva ou negativa) sobre os cavalos nos mantêm permanentemente longe da vitória. Ainda assim, desejamos muito obter resultados e continuamos tentando e tentando até começar a acreditar que não é possível, que isso não é para nós, que nos falta talento.

Na verdade o talento é o componente mais escasso no meio esportivo e em qualquer outro. Existe a aptidão e a paixão pelo tambor, mas a grande minoria nasceu com aquele talento especial. E ainda que haja esse talento, certamente existem outras características que somadas a ele fazem de alguns competidores grandes competidores.

Entre essas habilidades estão a confiança, a crença em si, objetivos por resultados mais altos, a facilidade em focar, a determinação, uma condição física propícia, inteligência emocional e tantas outras habilidades.

 

E como chegar a esse nível de excelência? Quais as condições necessárias para conquistar performance, foco, estratégia e emergir todo o nosso potencial?

 

Em primeiro lugar é preciso compreender o que faz de um cavaleiro e um cavalo um conjunto. Como ajudar ao invés de atrapalhar os movimentos de um cavalo. Perceber a diferença entre sentar adiantado ou não no momento do giro. Conhecer a natureza e as melhores características do seu cavalo para acioná-lo de forma a não comprometer a habilidade dele e, assim, ter o seu melhor em pista.

Com certeza você já presenciou, mais de uma vez em pista, um cavalo abrindo e se entortando na saída do segundo tambor. Em um primeiro momento pensamos que esse cavalo tem problemas nos giros, não apoia os posteriores e não flexiona. Já ouvi muitos dizendo isso e também já pensei o mesmo há alguns anos, inclusive a respeito do meu próprio cavalo.

Mas para a minha sorte conheci uma coach de tambor americana que me fez entender qual era o verdadeiro problema. E esse problema não tinha nada a ver com o meu cavalo. Tinha a ver com a forma errada com que ele era conduzido, os pontos errados de entrada, o assento na hora errada, os olhos do cavaleiro (meus inclusive) olhando para o tambor, enfim, uma série de “erros” nas ações durante o percurso.

 

A visão errada e seus prejuízos.

 

Lembro que fiquei muito chateada quando disseram que meu cavalo não tinha jeito, que ele NUNCA correria nem com 18,5 quanto mais com os 17 que eu pretendia. Insinuaram para que eu trocasse, para que vendesse, mas isso não me ocorreu nem por um instante.

Nessa época eu morava em São Paulo e montava aos sábados. Passava a semana aprendendo mais sobre ação e reação dos cavalos, sobre o que fazer para melhorar minha equitação e aplicava aos sábados. Entre 2af e 6af meus treinos eram sem cavalo, mas fizeram toda a diferença nos meus treinos montada e nas provas do final de semana.

Pouco tempo depois começamos nossa evolução e os tempos foram baixando. Não fizemos os 18,5 nem uma vez, porque fomos direto para os 18,0. E então os 17 chegaram, enfim.

Além de mim, a única pessoa que baixava o tempo com ele era a minha irmã. Outras três pessoas correram com ele e em todas as vezes os tempos foram acima dos 18,5.

 

E por quê? Afinal era o mesmo cavalo, o que poderia mudar a sua performance nos três tambores dessa forma?

 

A compreensão. A determinação. A confiança naquele cavalo.

Compreensão – compreender como um cavalo se movimenta, qual a melhor forma de monta-lo e como fazer com que ele queira correr mais e melhor com você, é definitivamente o primeiro e maior passo a ser dado. Esse aprendizado é eterno, porque aprendemos a enxergar pontos fortes e fracos de nós mesmos e dos nossos cavalos. A partir daí, é observar e aplicar, observar e aplicar. Sempre usando a razão e (muita) sensibilidade.

A determinação – estar determinada a mostrar o seu potencial e o do seu cavalo necessita coragem. A coragem de se arriscar e fazer de cada prova um teste de eficiência para checar o quanto estão melhores. Pagar para ver, esse é o ponto.

A confiança no cavalo – se não pudermos confiar no cavalo que montamos, estamos no esporte errado! Todos falam sobre “formar conjunto”. Mas que conjunto é esse onde não há confiança? “Ah, mas e se der errado na hora?”. Se der errado é porque não havia consistência. Volte para casa e refaça a lição. Repense, analise, conheça seus pontos fracos e trabalhe em cima deles. E não culpe o seu cavalo quando a falta de confiança for em si mesmo.

Veja estas dicas para melhorar a sua prova e acionar corretamente o seu cavalo.

 

O grande passo em direção ao seu objetivo nos três tambores é ter conhecimento. E conhecimento é poder.

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