fbpx

O segredo dos três tambores está em você.

Descobrir o segredo dos três tambores tem a ver com descobrir as suas habilidades como competidor.

 

Sobre o segredo dos três tambores

 

É provável que você pense que o segredo dos três tambores está ligado apenas ao treinamento dos cavalos.

Então, vamos olhar para um cenário que você já deve ter visto:

Um cavalo que trabalha bem e corre com tempos muito baixos. Porém, quando o proprietário dele é quem corre, os tempos não são tão impressionantes.

Mas é o mesmo cavalo, certo?

A verdade é que alguns cavaleiros se capacitam mais do que outros. Como em qualquer esporte, existem atletas que vencem diariamente seus próprios obstáculos e atletas que estacionam em suas zonas de conforto.

No caso do tambor a coisa fica um pouco mais complicada, porque temos muita influência sobre as ações de outro ser e não de uma bola ou de uma máquina.

Isso significa que tudo o que fizermos em pista refletirá na performance de nossos cavalos. E essa influência pode ser positiva ou negativa.

Você já se questionou sobre a sua influência sobre o resultado da sua prova?

Acredite, não somos apenas passageiros durante o percurso. Ainda que você fique na sela imóvel apenas segurando as rédeas para frente e seu cavalo trabalhe muito bem, com a uma ação correta ele poderia trabalhar muito mais!

Por isso, o segredo dos três tambores está em você.

Está na sua habilidade para levar o seu conjunto para outro patamar. Mesmo que você pense que não tem mais como melhorar a sua prova, pode se tornar um competidor de alta performance e atingir outro nível de aproveitamento.

 

Quais as habilidades necessárias para a alta performance?

 

1 – Você é um atleta

 

Compreender que não é apenas o seu cavalo o atleta do conjunto, é essencial para o sucesso da sua jornada.

A força física, facilidade de movimentação, flexibilidade e domínio das ações são tão necessárias nos três tambores quanto em qualquer outro esporte.

Um bom exemplo disso: um cavalo gira rápido e sai com força do tambor e o cavaleiro leva um tranco na saída e chega a dar um puxão nas rédeas.

E se você pensa que isso não faz nenhuma diferença na ação e velocidade desse cavalo, engana-se.

 

Veja o resultado disso:

Tanto o giro como a arrancada na saída do tambor, são movimentos onde a ação da inércia é muito grande.

Exatamente o que acontece quando você pisa de repente do acelerador do seu carro e ele sobe o giro; você sente que seu corpo vai para trás. Com a diferença de que no carro o encosto do banco é seu aliado.

O corpo do cavaleiro dá uma “estilingada” para trás porque ele não está realmente junto com o cavalo.

Não aplica a força correta, provavelmente se segura na sela apenas com a força das pernas, sendo que a força do núcleo é que manteria o seu corpo no lugar.

Esse solavanco traz dois prejuízos para a prova: aciona as rédeas quando é hora de estar empurrando e aumenta o seu peso retardando a aceleração do cavalo.

Isso pode não acabar com a prova, mas acrescenta frações de segundos no cronômetro final.

Por isso, você precisa ter condições físicas e consciência corporal para estar totalmente estável na sela e ser capaz de estar realmente junto de seu cavalo.

Aprender a usar o núcleo para obter um assento perfeito é a primeira condição para ter maior performance.

 

2 – Você é o piloto da prova

 

Já se imaginou acelerando uma Ferrari a 250 km em uma estrada onde haja algumas curvas?

Não adianta ter uma Ferrari e fazer com que ela tenha o rendimento de um Gol.

O competidor precisa conhecer os cavalos, saber como “funcionam”, como respondem aos estímulos, como reagem aos comandos, como aprendem e qual a sua natureza.

Caso contrário, como saberá qual a melhor forma de agir, qual a melhor forma de posicioná-los para os giros, como acrescentar velocidade de forma natural e, principalmente, o que atrapalha a ação deles?

 

Vou dar um exemplo:

Um cavalo sai do segundo tambor fazendo uma “barriga” e alguém diz que o cavaleiro não puxou ele para dentro para sair mais perto e alinhado.

Mas se ele tivesse puxado, a barriga teria sido ainda pior. Porque os cavalo não conseguem se alinhar com o focinho para dentro, ainda mais saindo de uma curva.

Então, a melhor forma de acertar isso seria entrar corretamente neste tambor, dando espaço para completar o giro e sair colado.

Provavelmente, esse cavalo entrou antes, antecipou o giro. O cavaleiro deveria ter levado esse cavalo até o ponto certo, passando a paleta pelo tambor, para depois liberar para o giro.

Cabe ao cavaleiro a tarefa de levar seu cavalo para os pontos certos. E liberar para virar quando a paleta passar pelo tambor.

Para isso, é preciso olhar para onde deve ir e não para o cavalo ou para os tambores.

 

3 – Foco

 

O foco e a ação rápida dependem totalmente dos seus olhos. Se você olhar para o seu cavalo, a sua ação será mais lenta.

O seu cérebro fará com que todo o seu corpo trabalhe para chegar rápido no ponto onde você estiver olhando.

Quando você corre a pé, corre olhando para o chão ou para o poste?

Experimente correr bem rápido em qualquer lugar onde haja obstáculos. Correr entre as árvores, por exemplo. Repare se você olha para as árvores ou para os espaços por onde quer passar.

Somente com os olhos atentos no percurso é possível ter foco na sua prova.

De nada adianta saber para onde deve ir e não olhar para esses pontos. Não há estratégia de jogo quando os seus olhos não estão no percurso.

Essa é uma ação que precisa ser automática. E para que fique automática, necessita de treino.

Alguns exercícios e técnicas de treino mental ajudam a treinar os olhos mais rapidamente. Mas não adianta pular etapas. Você só terá foco se tiver os olhos atentos. E só terá os olhos no percurso se estiver firme na sela.

 

4 – Saiba mais sobre os cavalos

 

Antes de mais nada, saiba que os cavalos são presas na natureza e nós somos predadores.

E qual o efeito disso na nossa relação com eles?

Começa pela diferença de perspectiva e de comportamento. Predadores correm atrás, correm em direção a uma presa. Presas simplesmente correm para fugir das ameaças.

Só por essa simples característica, os cavalos são totalmente diferentes de nós. Então, como podemos dizer que um cavalo não “quer” virar um tambor.

Ou que determinado cavalo só “quer” correr e não “quer” trotar.

Tenha certeza de uma coisa: eles realmente não desejam correr os três tambores. Esse é um desejo nosso. Mas eles podem gostar de fazer isso. Ou não.

Isso depende de nós. Depende de como conduzimos seu aprendizado e o dia a dia nas pistas.

Imagine um cavalo que leva um puxão na boca todas as vezes em que se aproxima de um determinado tambor. Ele logo associará esse tambor à dor. Em pouco tempo teremos um cavalo que briga no giro. Depois ele passará a não querer virar. E a seguir, ficará nervoso e descontrolado só de entrar na pista.

A velha máxima “A pressão indica e o alívio ensina” continua sendo uma verdade. Então, procure pensar sob a perspectiva do seu cavalo, sem colocar comportamento e atitudes humanas nele.

Pequenas noções de horsemanship podem ajudar você a se comunicar de verdade com seu cavalo.

Além de tornar o aprendizado dele mais efetivo, manter a sua integridade emocional e, consequentemente, obter maiores resultados em pista.

 

5 – Dome o seu nervosismo

 

Não é possível ter foco e precisão quanto estamos tomados pelo nervosismo ou ansiedade.

O nervosismo é absolutamente normal. Acontece sempre que estivermos em uma situação decisiva como uma competição, discurso, tomada de decisão, primeiro encontro.

Mas existem formas de controle e técnicas para evitar que suas emoções atrapalhem as suas ações.

Tudo o que nos acontece, inclusive as sensações, passam primeiro pela parte responsável pelas emoções em nosso cérebro para depois chegar a parte racional.

Então, sempre teremos a interferência emocional em nossas ações. E essa interferência pode gerar a falta de ação. Exatamente o que acontece quando entramos em pista nervosos e saímos dela sem saber exatamente o que fizemos. Ou quando passamos pelos tambores sem ter o menor foco no percurso.

Alguns exercícios de respiração e de concentração possibilitam o controle do nervosismo. Além disso, encarar seus medos e ansiedades de frente e transformá-los em fatores controláveis ajudam a adquirir foco e domínio da situação.

 

Sem ação não há evolução

 

Existem métodos para possibilitar o uso do seu potencial máximo. Um conjunto de exercícios, tanto físicos como mentais, capazes de aumentar a sua confiança, foco e determinação.

As pessoas em geral “estacionam” em suas zonas de conforto, porque parece mais seguro.

Esse é um truque do nosso cérebro para nos manter em segurança. Porém, isso nos impede de ir além, de correr riscos e ultrapassar nossos próprios limites.

Treinar o percurso é importante. Mas treinar com qualidade é essencial para atingir grandes metas. Sempre será possível subir de nível, melhorar, evoluir. Não importa em que nível estejamos.

Esse desejo de se superar, de ser melhor a cada dia é que faz toda a diferença. É a característica principal dos atletas que evoluem constantemente e que conseguem se manter no topo por longos anos.

Nossa trajetória nos três tambores é aquela que escolhemos. Assim como em tudo na vida.

Podemos optar pelo conformismo ou pela vitória.

 

Tenho certeza de que existe um potencial não explorado no seu conjunto.

Desafie a você mesmo. Experimente mais performance e mais satisfação na sua prova.

Espero por você na linha de chegada!

 


 

Meu presente para você!

 

Você pode baixar os infográficos que fiz com as primeiras dicas para se tornar um Competidor Extraordinário!

 

Clique AQUI para ver o primeiro Infográfico.

 

Clique AQUI para ver o segundo Infográfico.

 

 

Comments 8

  1. Dani Silva Rancho 14 de maio de 2018
    • tresgiros 16 de maio de 2018
  2. Julio 16 de maio de 2018
    • tresgiros 18 de maio de 2018
  3. sabrina 17 de maio de 2018
    • tresgiros 18 de maio de 2018
  4. Marcos 18 de julho de 2018
    • tresgiros 20 de julho de 2018

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.